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PDT recebeu filiação de Ciro Gomes

O PDT recebeu nesta quarta-feira a filiação de Ciro Gomes em ato que lotou o auditório da sede nacional do partido em Brasília. O presidente do partido no Ceará e líder na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, fez um discurso de boas-vindas ressaltando a história do PDT e valorização das bandeiras trabalhistas. “O PDT não nasceu para ser apêndice de nenhum partido. Nós temos história e hoje, com a filiação de Ciro Gomes, nós reforçamos os sonhos de Brizola. Vamos levar cadê vez mais à frente o projeto para o Brasil que ele sonhou”, proclamou.

Em resposta, Ciro Gomes afirmou que reconhece a liderança de André e que o enxerga como um companheiro político. “É um talento que vi nascer politicamente. É bravo, íntegro, trabalhador, competente e é com muita alegria que eu aceito a sua liderança. Vamos elegê-lo presidente do PDT cearense novamente em outubro”, afirmou. Sobre sua filiação, Ciro disse não estar se filiando ao PDT para ser candidato a rigorosamente nada, mas o faz pensando nos valores que o partido representa na sua longa história. “Os valores aos quais eu me refiro estão todos nesse momento sob grave ameaça. A questão nacional está desmoralizada intelectualmente. Eu estava em um processo de desintoxicação e agora me sinto como um adolescente que começa tudo de novo. O PDT que está me dando essa chance”, comemorou. 

Ciro também aproveitou o momento para criticar a política econômica de Dilma Rousseff. Com 36 anos de vida política, Ciro Gomes revelou um profundo descontentamento com os moldes atuais da política econômica, como taxa de juros elevadas e desrespeito a quem produz e emprega. “O Brasil tem renda para distribuir e quem resolve isso para o bem e para o mal é a política. É o único meio. Venho para o PDT para militar por esse ideal”, resumiu. 


Trajetória Política de Ciro Gomes

Aos 52 anos, mais da metade dedicados à vida pública, o deputado federal Ciro Ferreira Gomes (PSB-CE) chega aos 30 anos de carreira política com um dos mais respeitáveis currículos em nosso país.

Foi duas vezes Deputado Estadual, sendo eleito em seguida Prefeito de Fortaleza e Governador do Ceará. Ocupou ainda os cargos de Ministro da Fazenda e Ministro da Integração Nacional.

Em 2006, foi o deputado federal mais votado do país, proporcionalmente, com 667.830 votos. 

Paulista de Pindamonhangaba (nasceu em 06/11/1957), Ciro Gomes mudou-se com a família para Sobral, Ceará, ainda menino. Formou-se em Direito e participou ativamente do movimento estudantil, em Fortaleza. Aos 24 anos, entrou para a carreira política, conquistando dois mandatos consecutivos de deputado estadual.

Ciro Gomes foi eleito para administrar Fortaleza aos 30 anos. Ao assumir o cargo, ele encontrou uma prefeitura falida, deixada por sua antecessora, Maria Luíza Fontenele. Em apenas três meses, comandou uma reforma fiscal que tirou as contas públicas do vermelho.

Dois anos depois, Ciro Gomes volta a brilhar no cenário nacional, só que desta vez como o mais jovem governador da história do Brasil. O candidato venceu em todas as urnas de Fortaleza, chegando a 100% dos votos válidos em quatro delas.

Em seus governos, Ciro Gomes se firmou como administrador competente, ocupando a posição de prefeito mais popular do Brasil, segundo o DataFolha e o Ibope. Como governador, alcançou um índice de 74% de avaliação ótima e boa, repetindo o feito de ser apontado pelo Instituto DataFolha como o governador mais popular do país.

Seu governo no Ceará recebeu o Prêmio Maurice Pate, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), conferido pela primeira vez a um programa na América do Sul, por suas ações na área de Saúde.

Aos 37 anos, foi um dos 100 jovens líderes mundiais destacados pela revista Time. A convite do presidente Itamar Franco, Ciro Gomes assumiu o comando da economia após a saída do ministro Rubens Ricupero, que renunciou ao cargo por ter seu nome envolvido no “Escândalo da Parabólica” (vazamento, via satélite, de uma conversa sua com o jornalista da Rede Globo Carlos Monforte, revelando alguns detalhes sobre o Plano Real). 

Naquele momento, o Plano Real corria riscos, mas Ciro Gomes enfrentou as turbulências iniciais com firmeza e manteve a inflação perto de zero.

Em 1998, candidatou-se à Presidência da República pelo PPS, obtendo cerca de 10 milhões de votos. Voltou a candidatar-se em 2002. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu o Ministério da Integração Nacional.
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