Saúde: combate à dengue


Nós vamos falar agora,
De um mosquito transmissor,
Que muito já aprontou,
Com a nossa sociedade;
Sem ter dó nem piedade,
Muitas vidas ele tirou.

Muita gente já passou,
Nas garras desse mosquito;
Esse tal aedes aegypti,
Complica a saúde pública;
Só reforçando essa luta,
Para torná-lo restrito.


Esse ano tá previsto,
A maior epidemia;
O que acontece hoje em dia,
Não vai parar por aqui;
E o povo sem conseguir,
Se livrar dessa agonia.

Tão pequeno, e desafia,
Metrópoles e grandes cidades;
Não respeita autoridades,
Invadindo residências;
Aproveita a negligência,  
 Da nossa sociedade.

O vírus da crueldade,
Tem formas bem diferentes;
Desde a inaparente,
Veja aqui a diferença;
Tem gente até com a doença,
Mas no início nem se sente.

Acontece ao paciente,
Mesmo estando infectado;
Em quanto não chega o quadro,
Dor de cabeça e febril;
Se dor nos olhos surgiu,
Redobre os seus cuidados.

Seus músculos também cansados,
Dores nas juntas e prostração;
No corpo vermelhidão,
Vá ao posto de saúde;
Tenha logo essa atitude,
De combate a infecção.



Vou lhe chamar a atenção,
Para tal de dengue clássica;
Perigosa que devasta,
A pessoa infectada;
Com febre muito alterada,
E vômitos que lhe desgasta.

Como se isso não basta,
Vem dor abdominal;
O seu alvo principal,
É atacar a criança;
Indisposta com abundância,
 Enjoo fora do normal.

Dengue hemorrágica é vital,  
Para nos levar à morte;
Quem tiver essa má sorte,
De contrair a doença;
Sem uma boa assistência,
Não há corpo que suporte.

Com muito cuidado anote,
Tem pulsação alterada;
Inquieta e muito pálida,
E perda de consciência;
É um terror essa doença,
Difícil de ser curada.

Deixa a pessoa arrasada,
E cardiorrespiratórios;
Isso é bastante notório,
Com alterações neurológicas;
Vêm os delírios, na lógica,
Vá procurar um consultório.

O tratamento é irrisório,
Após diagnosticado,
Prevenir é adequado,
É importante destacar;
Atento tem que ficar,
Redobrando esses cuidados.

Os sintomas apresentados,
É dor abdominal,
Hemorragia gengival;
Pessoa fica agitada,
Fraqueza generalizada.
 E gastrointestinal.




Cai pressão arterial,
Podendo gerar tontura;
Queda e choque é uma loucura,
Se ela não for tratada;
Com rapidez medicada,
Perde a vida a criatura.

 Com todas essas amarguras
Complicada e dolorosa;
Extremidades friosas,
Com derrames cavitários;
E o ser humano precário,
E a cianose instalada.

Com a vida debilitada,
Sangramentos espontâneos;
Lipotimia agravando,
Hipertensão arterial;
Sudorese e postural,
 Hematócrito aumentando.

Mas se bem observando,
Diminui a diurese;
Taquicardia outra tese,
Como isso é complicado;
Apesar de badalado,
O problema ainda segue.  

Mas há também quem se negue,
Combater esse perigo;
Pra isso ser combatido,
Tem que engajar no esquema;
Não conhecendo o sistema,
Nada disso tem sentido.

Tendo cuidados mantidos,
Não deixando água parada;
Seja uma pessoa lembrada,
Pra esvaziar e escovar;
Não deixando acumular,
Manter vasilhas tampadas.

Cisternas e caixas fechadas,
E todos os reservatórios;
Até mesmo os provisórios,
Tais tambores e barris;
Cumprindo com que se diz,
Será bem satisfatório.




Com um trabalho compulsório,
Furar pneus e guardá-los;
Garrafa velha e gargalos,
Não deixe retendo água,
Podendo ser emborcadas,
Quem sabe até restaurá-los.

Calhas de telhados e ralos,
Marquise, banheiro e cozinha;
Se alguém seguir essa linha,
Limpando quinzenalmente;
Melhora tranquilamente,
A sua casa e a minha.

As larvas também se aninham,
Em alguns terrenos baldios;
É um grande desafio,
Mas zele bem sua fossa;
Pois ela também comporta,
O mosquito que surgiu.

Completando esse perfil,
Zele lagos e lagoas;
Córregos limpos é uma boa,
Não jogando lixo em valas;
Pois irá interditá-las,
As águas assim não escoam.

Garagem não deixe à toa,
Não cultive plantas aquáticas;
Na verdade são simpáticas,
Sendo às vezes complicadas;
 Pro mosquito são adequadas,
Pro dengue é fonte fantástica.

Mas temos que pôr em prática,
Nossas responsabilidades;
Viver em comunidade,
É algo bem complicado;
Mas um povo educado,
 Zela por sua cidade.

Vem a responsabilidade,
De uma humanidade inteira;
 Evitando a bagaceira,
Cuidando do seu recinto;
Casas, ruas e quintais limpos,
Não dê lugar pra sujeira.




Comunidade ordeira,
Não prejudica os demais;
Sabe que sujeira faz,
Atrair muitas doenças;
Mosquito marca presença,
E os malefícios que ele traz!

Não esquecendo jamais,
Se prestarmos atenção;
Tá faltando educação,
Pois o problema é de todos;
Se nos unirmos em acordo,
O dengue vai pra extinção.

Existe a tapeação,
Também das autoridades;
Usam essa calamidade,
Pra promover a miséria;
E a dengue assim prolifera,
Matando a sociedade.

Literatura de Cordel, inscrita por Ary Carllos


Editor Chefe Marcelino Martins

Graduando do Curso de Marketing e pós-graduando no curso de Gestão Estratégica em Marketing Digital.
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